logo_mre.gif (3570 bytes)
Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome - CGFOME

"Deus, para os famintos, não pode revestir-se de outra aparência senão do pão". MAHATMA GANDHI.

  

 

 
Temas da CGFOME
Segurança Alimentar e Nutricional e Direito Humano à Alimentação
Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas

LOGOIFAD (1763 bytes)Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola das Nações Unidas

Agricultura Familiar, Reforma Agrária e Pesca Artesanal
Diálogo com a Sociedade Civil
Fórum Social Mundial
 
Instituto Social Brasil-Argentina
Site do Itamaraty
Site do Ministério do Desenvolvimento Agrário
Site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Site do CONSEA

 
FAO2.jpeg (32604 bytes)

Presidente Lula discursa durante cerimônia de celebração do 60º aniversário da FAO e recebe "Medalha Agrícola" da FAO, das mãos do Diretor-Geral, Jacques Diouf.
(Roma, Itália, 17/10/2005)
Foto: Ricardo Stuckert/PR

FAOAliança.jpeg (30324 bytes)

Presidente Lula exibe a condecoração "Aliança Internacional Contra a Fome", recebida do representante da FAO, na abertura da 5ª reunião do CONSEA
(Brasília, DF, Palácio do Planalto, 26/10/2004)
Foto: Ricardo Stuckert/PR

VII REUNIÃO ESPECIALIZADA EM AGRICULTURA FAMILIAR DO MERCOSUL - REAF, Assunção, de 22 a 25 de maio de 2007. Mais informação: (61) 34116125/6/8

DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO. CARTILHA DAS DIRETRIZES VOLTUNÁRIAS, CLIQUE AQUI PARA FAZER DOWNLOAD DA CARTILHA EM PORTUGUÊS EM FORMATO PDF.

Assine o Termo de Adesão

Na primeira Visita à Onu em 2003 o presidente Lula Entregou cheque ao secretário-geral Koffi Annan, Como Contribuição ao fundo mundial de combate a fome e à miséria

Empresários de multinacionais manifestam a Lula, em Nova York, Seu apoio ao fome zero

Na primeira visita à ONU, em 2003 o Presidente Lula entregou cheque ao secretário-geral Koffi Annan, Como Contribuição ao fundo mundial de combate a fome e à miséria

 

Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural da FAO
www.icarrd.org

O Brasil sediou, de 7 a 10 de março de 2006, em Porto Alegre, a Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural da FAO (CIRADR), com a presença dos 198 Países Membros das Nações Unidas. A Conferência de Porto Alegre buscou dar continuidade ao debate, iniciado em 1979, na Conferência Mundial sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural, cujos resultados estão na “Carta do Campesino”, e deverá ampliar a cooperação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, em busca de um plano de ação conjunto que combata, de forma estrutural, as causas da pobreza no mundo. Site da Conferência: www.icarrd.org.

Cooperação com o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas

WFP_logo_white.gif (2016 bytes)

- CRIAÇÃO DO GRUPO INTERMINISTERIAL SOBRE ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA INTERNACIONAL

O Senhor Presidente da República assinou decreto, em 21 de junho de 2006, que criou Grupo de Trabalho Interministerial sobre Assistência Humanitária Internacional. Desde então, o GTI tem trabalhado no sentido de aprimorar a capacidade de resposta do Governo brasileiro em situações de crise humanitária, sobretudo na América Latina e Caribe. Nesse sentido, o GTI elaborou projeto-de-lei que autoriza a doação com rapidez e de forma desburocratizada, por parte do Governo brasileiro, de bens móveis e recursos financeiros para fazer frente a esse tipo de situação. O mencionado projeto-de-lei já foi encaminhado para aprovação do Congresso Nacional.

- ABERTURA DO ESCRITÓRIO DO PMA NO BRASIL

Está sendo negociada re-abertura de escritório do PMA no Brasil, a fim de que aquele Programa auxilie o Brasil a prestar cooperação entre países em desenvolvimento em situações de crise humanitária e segurança alimentar e nutricional. As doações brasileiras por intermédio do PMA deverão seguir a estratégia do FOME ZERO: aliar as ações emergenciais a ações estruturantes, como, por exemplo, a compra dos produtos da agricultura familiar brasileira para doação àqueles que se encontram em situação de insegurança alimentar e nutricional.

- ALIMENTAÇÃO ESCOLAR

No contexto das reformas da ONU e do aumento das situações de conflito no mundo, o PMA está se retirando de alguns países CPLP com maior renda per capita, instando os Governos desses países a assumirem os programas de Alimentação Escolar. Nesse sentido, o PMA tem apresentado a Moçambique, Cabo Verde, Angola e São Tomé e Príncipe a experiência brasileira em Alimentação Escolar (um dos maiores programas de compras governamentais do mundo, que atende a cerca de 36 milhões de crianças por dia).

- CONTRIBUIÇÃO BRASILEIRA AO PROGRAMA MUNDIAL DE ALIMENTOS, EM RAZÃO DAS RECENTES INUNDAÇÕES NA BOLÍVIA

Em cerimônia na sede da Representação do Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas em La Paz, o Embaixador do Brasil fez entrega, em 12-3, de cheque no valor de US$ 100 mil, contribuição financeira do Brasil àquele organismo internacional, com vistas a assistir a população boliviana afetada pelas recentes enchentes. Cerca de 350 mil pessoas foram afetadas pelas severas inundações naquele país.

A cerimônia foi prestigiada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cultos da Bolívia, David Choquehuanca, que, ao louvar e agradecer o gesto, recordou os aportes brasileiros anteriores, quais sejam a doação de 26 toneladas de alimentos, transportados em aviões da Força Aérea Brasileira, e a cessão de dois helicópteros de resgate e suas respectivas tripulações brasileiras, que continuam em missões de socorro naquele país. Os alimentos doados à Bolívia integravam os estoques do FOME ZERO e foram comprados de agricultores familiares brasileiros.

A Representante do PMA na Bolívia, Vitória Ginja, agradeceu a contribuição brasileira e salientou que o montante permitirá adquirir 153 toneladas de alimentos para os necessitados, suficientes para atender cerca de 7.000 pessoas, por um período de dois meses. O PMA é a maior agência humanitária do sistema das Nações Unidas e a contribuição brasileira permitirá que o Brasil ingresse na categoria de país doador desse organismo da ONU.

  • CAMPANHA "WALK THE WORLD"

Desde 2006, Governo e sociedade civil brasileiros têm participado ativamente da Marcha Mundial contra a Fome - Campanha "Walk the World". No ano passado, milhares de estudantes provenientes de escolas públicas de Salvador e Guarulhos participaram da Marcha, com apoio das respectivas prefeituras. O FNDE/MEC, em parceria com o PMA, realizou concurso de redação, que proporcionou a ida de dois estudantes a Roma, com seus acompanhantes. Vale lembrar que, no ano passado, a Marcha coincidiu com crise de segurança pública no estado de São Paulo, contribuindo, simbolicamente, para que os cidadãos de Guarulhos retornassem aos espaços públicos e à normalidade.

Este ano a Prefeitura de Guarulhos novamente estimulou a realização da Marcha, que contou com a participação do Prefeito e de deputados federais e estaduais, grupos de música e dança. A empresa TNT, tradicional parceira do PMA, realizou também marchas em três cidades brasileiras. O Papa Bento XVI, durante sua estada no Brasil, mencionou na homilia da missa de abertura do Vº CELAM realização da Marcha contra a Fome no Brasil.

SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL

Geografia da Fome, de Josué de Castro,
faz quarenta anos

Em 2006, o livro Geografia da Fome, de Josué de Castro, completa quarenta anos de história. A publicação apresenta um dos mais profundos estudos brasileiros sobre a insegurança alimentar presente no Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste. Aponta também que a falta de nutrientes, na comida cotidiana de tais povos, se dá por características climáticas, culturais e do solo, próprias de cada localidade, além do motivo principal: a concentração de terra na mão de poucas pessoas.

O pensamento, à época do lançamento "1946", era de que o fenômeno da fome era natural e impossível de ser revertido. Por isso, Josué de Castro colocou na introdução do livro: "Interesses e preconceitos de ordem moral e de ordem política e econômica de nossa chamada civilização ocidental tornaram a fome um tema proibido, ou pelo menos pouco aconselhável de ser abordado".

Ao quebrar este silêncio, o autor ganhou destaque internacional e suas obras traduzidas para mais de 25 países e recomendadas pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). Ele, inclusive, ocupou a presidência do Conselho do órgão, de 1952 a 1956, e recebeu duas indicações ao Prêmio Nobel da Paz. Uma das filhas de Josué, a professora universitária Anna Maria de Castro, conta que Geografia da Fome serviu para desmistificar a crença de que o fenômeno é um mal ligado à raça. "A fome foi criada artificialmente pelo modelo adotado então. Dizia-se que o Brasil era um país de indolentes, mestiços, de gente de cor e que, por isso, a fome deveria fazer parte do dia-a-dia do brasileiro", explica a socióloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Para desconstruir tal discurso, Josué de Castro viajou todo o Brasil, dividindo-o em cinco regiões, conforme características alimentares de cada uma: Amazônia, Nordeste açucareiro, que abrange somente o litoral, Sertão nordestino, Centro-Oeste, ao qual foi incorporado o estado de Minas Gerais e o Sul do país. Ele dedicou um capítulo de Geografia da Fome a cada uma dessas localidades e analisou o processo de colonização das áreas, de produção de alimentos e de aparecimento de doenças nos moradores.

Assim, comprovou que o consumo irregular de proteínas, cálcio e ferro, em algumas regiões, e de vitaminas, iodo e cloreto de sódio em outras, não decorre de fenômenos naturais, mas da prioridade dos governantes. Para o autor, a forma de evitar tais carências nutritivas seria a distribuição de terra. "É indispensável alterar substancialmente os métodos de produção, o que só é possível reformando as estruturas rurais vigentes. Apresenta-se, deste modo, a reforma agrária como uma necessidade histórica nesta hora de transformação social que atravessamos, como um imperativo nacional", escreveu Josué de Castro, na análise final do livro.

Ele é autor de frases emblemáticas que serviram para popularizar as injustiças que o fenômeno trouxe, e ainda traz, a milhões de indivíduos do planeta Terra: "Denunciei a fome como flagelo fabricado pelos homens, contra outros homens", "Metade da população brasileira não dorme porque tem fome; a outra metade não dorme porque tem medo de quem está com fome", "Só há um tipo verdadeiro de desenvolvimento: o desenvolvimento do homem".

Fome: do silêncio à garantia constitucional
Em meados de 1946, a fome era tratada como tabu. Josué a classificava como delicada e perigosa. Nos anos seguintes, entretanto, a temática passou a ser estudada nas escolas e universidades, conforme relata Anna Maria de Castro: "Geografia da fome marcou tanto que era um livro básico para os jovens. Todos liam". Com o regime militar, o assunto perdeu importância e o próprio Josué de Castro teve os direitos políticos cassados. À época, o autor era o deputado federal mais votado do Nordeste.

Exilou-se na capital francesa, Paris, onde ainda exerceu o ofício de professor, como o fez na então Universidade do Brasil, hoje UFRJ. Acabou morrendo longe do país de origem, em 24 de setembro de 1974, aos 65 anos de idade.

Anna Maria de Castro, filha do estudioso, conta que a bandeira do combate à fome seguiu pelas mãos do teólogo e escritor Frei Betto e do sociólogo Herbert José de Sousa, o Betinho. Porém, na visão da professora um momento separa a luta antes de Josué e a luta depois dele: a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan), sancionada em setembro de 2006. "Se antigamente nem era possível falar em fome no Brasil, hoje a constituição prevê o acesso à alimentação como um direito humano", comemora. "É o coroamento da idéia de Josué de Castro".

Mas a Losan vai além: responsabiliza o poder público pelo acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, a toda população Em outubro de 2005, quando o anteprojeto de lei foi encaminhado ao Congresso Nacional, o ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrus Ananias, fez referência à importância do texto: "A proposta criará condições para que o combate à fome e a promoção da alimentação saudável, tornem-se compromisso permanentes do Estado Brasileiro, com participação da sociedade civil".

Era justamente a interferência dos governantes no combate à fome que Josué de Castro defendeu em sala de aula, em fóruns internacionais e na atuação parlamentar pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Obra de Josué de Castro, Geografia da Fome, apesar de sexagenário, pode ser encontrado nas livrarias pelo preço médio de R$ 47,9. É que, em 2001, foi lançada nova edição pela editora Civilização Brasileira, com 318 páginas. Outras duas publicações, das 22 de autoria de Josué de Castro, merecem destaque: Geopolítica da Fome, análise panorâmica do fenômeno no mundo, e Homens e Caranguejos, romance que narra à história de um menino que vive na miséria em meio à lama do mangue.

Para repensar a atualidade da obra do estudioso, foi organizado pelo historiador Manuel Correia de Andrade, em 2003, Josué de Castro e o Brasil. O livro reúne textos de José Graziano e Malaquias Batista Filho, por exemplo. No campo cinematográfico, Silvio Tendler dirigiu o documentário Josué de Castro: Cidadão do Mundo, de 1994.

Outras informações
Há muito mais a dizer sobre o professor, parlamentar e médico-geógrafo Josué Apolônio de Castro e mesmo de sua principal obra Geografia da Fome. Por isso, é importante lembrar o endereço eletrônico de dois Portais que contêm informações relacionadas ao autor:www.projetomemoria.art.br e www.josuedecastro.org.br

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

FAO0.jpeg (24688 bytes)

Presidente Lula discursa durante cerimônia de celebração do 60º aniversário da FAO
(Roma, Itália, 17/10/2005). Foto: Ricardo Stuckert/PR

----------------------------------------------------------------------------------------------------

INSTITUTO SOCIAL BRASIL-ARGENTINA (ISBA):

Fundepar reúne organizadores do Seminário Sobre Segurança Alimentar

Da Agência de Notícias do Governo do Paraná, 25/10/05.

fundepar1.jpeg (36098 bytes)O comitê organizador do Seminário Sobre Segurança Alimentar e Nutricional e Alimentação Escolar em Cidades de Fronteira – que envolve instituições do Governo Federal - realizou nesta terça-feira (25), na Fundepar, uma reunião para definir a organização do evento em cidades fronteiriças do Brasil e Argentina. O encontro contou com a presença de representantes dos Ministérios de Relações Exteriores (MRE), de Desenvolvimento Social (MDS), de Educação (MEC), Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O Seminário acontecerá no dia 30 de novembro, quando se comemora o Dia da Amizade Brasil-Argentina. O evento, no lado brasileiro, será realizado em Barracão ou Dionísio Cerqueira, dependendo da cidade que tiver a melhor infra-estrutura para receber um público de 150 pessoas. No lado argentino será em Bernardo de Irigoyen. O Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar) e Secretaria de Estado da Agricultura estão participando também da organização do Seminário.

“O objetivo é de promover um debate num momento em que se discute a compra alimentar no país, que fornece 37 milhões de refeições/dia”, diz o coordenador de Ações Internacionais de Combate à Fome do MRE, Milton Rondó Filho. No que se refere à troca de experiência, a Fundepar vai demonstrar sua metodologia de compra, que permite uma economia ao Tesouro do Estado que gira em torno de 18%. Isso se deve ao trabalho de metodologia de composição de preço, desenvolvida em conjunto com o Departamento Intersindical de Estudos Estatíscos ( Dieese).

Outra contribuição para o debate nacional que acontecerá nessa região do Cone Sul será da nutricionista chefe do Departamento de Apoio Escolar da Fundepar, Márcia Stolarski. A técnica apresentará sua tese de mestrado que trata do panorama da alimentação escolar no Brasil

Entre os temas apontados que deverão fazer parte da pauta do Seminário, estão incluídos a Compra Alimentar, Direito Humano e Segurança Alimentar, Experiência em Economia Solidária, Agricultura Familiar e atividades extras curriculares, que visam fazer intercâmbios entre alunos de áreas urbanas com os de áreas rurais.. Os participantes terão a oportunidade de conhecer as experiências das melhores práticas em alimentação escolar desenvolvidas em Capanema e Apucarana.

Durante o evento o Ministério de Relações Exteriores fará a assinatura da Cartilha das Diretrizes Voluntárias para o Direito Humano à Alimentação Adequada e apresentará o Programa de Aquisição de Alimentos. E o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação fará a apresentação do Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Arquivos anexados: 2510alimentos.doc 

Seminário sobre Seguro de Emergência e Seguro Agrícola demonstra a importância do seguro agrícola para a Agricultura Familiar como instrumento para o combate à fome e à pobreza.
seguroagrícola.jpeg (25094 bytes)   Co-patrocinado pelo Governo do Brasil, Governo da Espanha e Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas, realizou-se em Porto Alegre, de 29/6 a 2/7, importante Seminário que analisou o papel do Seguro de Emergência e Seguro Agrícola como instrumento de garantia da renda do agricultor familiar frente a desastres e imprevistos climáticos. Como resultado do Seminário, aprovou-se a Declaração de Porto Alegre e o início dos trabalhos para o desenho de um projeto-piloto de seguro agrícola para a agricultura familiar do MERCOSUL.

 
Diretrizes Voluntárias para o Direito à Alimentação

O que são?

As Diretrizes Voluntárias para o Direito à Alimentação constituem importante instrumento para a garantia do direito elementar à vida. Aprovadas por mais de 180 países, permitem aos gestores públicos contar com parâmetros que protejam, promovam e provejam o Direito Humano à Alimentação.

A atuação do Brasil foi de grande importância na negociação das Diretrizes, para cujo êxito em muito contribuíram a Relatoria das Nações Unidas para o Direito à Alimentação, os países da América Latina e Caribe, da África, do Oriente Próximo e da Ásia, além da Suíça e da Noruega. A Sociedade Civil internacional também teve papel preponderante em todo o processo negociatório. Clique aqui para obter a Cartilha das Diretrizes em formato pdf.

19 de setembro de 2005

CONSEA propõe assinatura de compromisso
com as Diretrizes Voluntárias

O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) está propondo a assinatura do Termo de Adesão às Diretrizes Voluntárias Internacionais do Direito Humano à Alimentação Adequada, aprovadas por 151 países no âmbito da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O Termo propõe a incorporação das Diretrizes nas políticas, programas e ações públicas, na legislação nacional e em sua implementação e nas práticas das instituições e organizações.

Com a assinatura, autoridades, gestores públicos, entidades da sociedade, movimentos sociais, cidadãos e governos estarão assumindo publicamente o compromisso com a inclusão das Diretrizes Voluntárias.

A assinatura do Termo faz parte da celebração da Semana Mundial da Alimentação e já está disponível na página do CONSEA www.presidencia.gov.br/consea. Você clica no banner da Semana, consulta as atividades previstas, preenche o Cadastro de Eventos, acessa a cartilha sobre as Diretrizes e ainda assina o Termo de Adesão. Assine agora esse compromisso com o Brasil.   Assine o Termo de Adesão

Assessoria de Comunicação do CONSEA
(61) 3411.3349 / 2747

 

CONSEA propõe novos rumos para o comércio internacional de alimentos.

31.05.2005 00058[1].jpeg (23454 bytes)
Por Fernanda Martins
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), da Presidência da República, defende que o governo brasileiro concilie as negociações internacionais com as ações de combate à fome e à pobreza e com a promoção da segurança alimentar. Com a proposta, o país incluiria novas diretrizes para o comércio internacional de alimentos. O relatório, aprovado na terça-feira (31/05) na reunião do Conselho, propõe critérios para a definição de "produtos especiais", com valor estratégico para a Segurança Alimentar e Nutricional. O documento será encaminhado ao Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva para orientar as negociações internacionais. "A identificação de "produtos sensíveis", adotada pela Organização Mundial de Comércio, leva em conta apenas fatores comerciais. Queremos incluir outros critérios que protejam a agricultura familiar e os programas de desenvolvimento rural. Assegurando também a dieta básica da população", explica o conselheiro Renato Maluf, representante da sociedade civil.
O Projeto de Lei Orgânica de Segurança Alimentar, em elaboração pelo CONSEA, prioriza segurança e soberania alimentar. Esses princípios norteariam os negociadores internacionais na busca de mecanismos para proteger os produtos dentro do contexto do comércio internacional.
Os métodos de seleção desses itens consideram a importância na dieta alimentar da população e o peso da sua produção na renda da agricultura familiar. Alimentos cuja produção é coberta por programas de incentivo ao desenvolvimento rural também devem compor a lista de produtos especiais. "O enfoque não se daria sobre o produto, mas sobre sua relevância no consumo da população e na renda do agricultor familiar", acrescenta Maluf.
O documento aprovado é resultado da ação do Grupo de Trabalho Negociações Internacionais do CONSEA, criado em outubro de 2004. Formado por conselheiros representantes da sociedade e dos Ministérios do Desenvolvimento Social, Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Relações Exteriores e da Secretaria Geral da Presidência da República. "É o primeiro fruto da inclusão do Conselho nas consultas feitas pelo governo sobre as negociações internacionais", comemora Maluf.
Além dos conselheiros, participaram da reunião os embaixadores Piragibe Tarrago, Régis Arslanian e Tovar Nunes do Ministério das Relações Exteriores, Márcia Lopes, ministra interina do MDS, Chico Menezes, presidente do CONSEA e Miguel Rosseto, ministro do Desenvolvimento Agrário.

Fonte: Assessoria de Comunicação do CONSEA

------------------------------------------------------------------------------------------------------

Balanço mostra consolidação do Fome Zero

O Fome Zero avança e se consolida como uma estratégia para erradicar a fome por meio da inclusão social, com investimento de 19,5 bilhões de reais nos últimos dois anos e meio. Esta é uma das conclusões da última reunião do Grupo de Trabalho Fome Zero, realizada em junho. Ao integrar ações de nove ministérios e quatro órgãos vinculados à Presidência da República, o Fome Zero está presente em 29 programas, atendendo mais de 12 milhões de famílias em todos os municípios do País.

O Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é um dos instrumentos que melhor traduz os objetivos do Fome Zero porque atua desde a compra até a distribuição dos alimentos. Nos últimos dois anos e meio, 150 mil agricultores familiares foram beneficiados pelo PAA, que compra até R$ 2,5 mil por ano do pequeno produtor e R$ 5 mil, no caso da produção de leite. Somente no ano passado, 200 mil toneladas foram adquiridas. Nas atividades rurais, o volume de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) cresceu 133% neste ano em comparação com 2002, possibilitando o acesso ao crédito para 1,6 milhão de agricultores familiares.

Crianças

Outro bom resultado é o aumento dos recursos repassados para a alimentação escolar, que atende diariamente 37 milhões de crianças e adolescentes. O acréscimo do valor por estudante chegou a 40%, passando de R$ 0,13 para R$ 0,18 ao dia. Na educação infantil, a verba per capita triplicou (de R$ 0,06 para R$ 0,18) e nas comunidades indígenas e quilombolas a elevação foi de 162%: de R$ 0,13 para R$ 0,34/ dia.

O Bolsa Família, que unificou quatro programas de transferência de renda, está presente em sete milhões de lares pobres, que recebem, em média, R$ 66,00 por mês. A meta é atender todas as famílias com renda mensal de até R$ 100 por pessoa. Estudos revelam que 70% dos recursos repassados pelo Bolsa Família são gastos na compra de alimentos.

Nos últimos 30 meses foram construídas 71.200 cisternas, garantindo água limpa e saudável a 295 mil pessoas que moram no semi-árido. Outras 22 mil famílias brasileiras são abastecidas por hortas comunitárias, por meio de convênios com 30 municípios e cinco estados. A distribuição de cestas básicas atendeu 650 mil famílias acampadas, que aguardam o atendimento do Programa da Reforma Agrária, atingidas por barragens e de comunidades indígenas e quilombolas .Em 23 cidades, 30 restaurantes populares estão em construção, sendo que nove começam a funcionar até dezembro. Na área de educação alimentar, todos os estudantes do ensino fundamental receberam cartilhas que ensinam, de forma didática e divertida, como se alimentar corretamente.

Orçamento

O volume de recursos para o Fome Zero em 2005 (R$ 12 bilhões) será 33% maior que o valor executado em 2004 (R$ 9 bilhões). As ações estão distribuídas em quatro eixos: ampliação do acesso à alimentação, fortalecimento da agricultura familiar, geração de renda e mobilização.

Atualmente, 102 instituições são parceiras do Fome Zero. No período, também foram criados 27 fóruns estaduais de economia solidária e mapeados 22 mil empreendimentos. A qualificação para o mercado de trabalho atendeu 46 mil jovens, sendo que 36,5 mil conseguiram emprego. Nestes dois anos e meio, as doações ao Fome Zero somaram R$ 13,9 milhões em dinheiro ou produtos, que são distribuídos ou leiloados. Todo recurso obtido nos leilões é investido na construção de cisternas.

O Fome Zero é uma estratégia do Governo Federal, presente em todos os municípios, que visa assegurar o direito à alimentação adequada, com regularidade, priorizando as pessoas com dificuldade de acesso aos alimentos. Participam das ações: Casa Civil, Secretaria Geral, Secretaria de Comunicação, Assessoria Especial, ligados à Presidência da República; e os Ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Desenvolvimento Agrário, Saúde, Educação, Agricultura, Planejamento, Fazenda e Trabalho e Integração Nacional, além do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (CONSEA).

Bolsa Família, aperfeiçoar para atender melhor

Por Márcia Pompeu

O Bolsa Família, programa de transferência de renda do governo federal destinado às famílias em situação de extrema pobreza, deve atender até o final de setembro, segundo dados atualizados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), 7,8 milhões de famílias com um benefício mensal que varia entre R$ 15,00 e R$ 95, 00, conforme a renda e o número de crianças na escola.

Criado em 2003, no bojo do Fome Zero e com o objetivo de acabar com a fome e a miséria no país, o Bolsa Família é resultado da unificação de benefícios sociais como o Bolsa Escola, Bolsa Alimentação, Cartão Alimentação e Auxílio Gás; e além de dar dinheiro para os pobres, estimula essa população a utilizar os serviços sociais básicos - saúde, alimentação educação e assistência social. Para receber o benefício é necessário que as famílias tenham renda per capta de até R$ 100, 00, os filhos freqüentem a escola e sejam usuários regulares dos serviços de saúde pública  as chamadas condicionalidades do Programa.

O MDS, que é quem o coordena, deverá investir em 2006, R$ 10 bilhões para atingir 11,2 milhões de famílias, universalizando o atendimento dos que considera como excluídos. Esta meta, segundo o secretário de Avaliação e Gestão da Informação (MDS), Rômulo Paes, deverá ser atingida seis meses antes do prazo estipulado pelo governo, que está preparado tecnicamente para chegar a este resultado.

Mesmo sendo o maior programa de transferência de renda da América Latina (no México, programa similar atende cinco milhões de famílias, contra os atuais 7,6 no Brasil), o Bolsa Família não escapa das críticas, algumas visando o seu aperfeiçoamento. Aqui se inclui o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA), que irá discutir o Programa e o Orçamento Geral da União para Segurança Alimentar e Nutricional nesta terca-feira (27/09), em sua XIII Plenária.

Nós, do boletim Nosso CONSEA, ouvimos opiniões e sugestões de conselheiros sobre o Programa e, contamos ainda, com informações e esclarecimentos dos responsáveis pelo Programa nos ministérios do Desenvolvimento Social, Saúde e Educação.

Francisco Menezes - Presidente do CONSEA
"O Programa Bolsa Família deve ser visto, antes de tudo, sob a ótica dos direitos fundamentais da pessoa humana, entre os quais o Direito Humano à Alimentação Adequada. Este aspecto é muito importante, pois desautoriza as interpretações de que é um programa meramente compensatório, como os seus opositores procuram fazer crer. O Programa vem avançando satisfatoriamente em sua cobertura e podemos acreditar que cumprirá a meta de 11,2 milhões de famílias, estabelecida pelo Presidente da República para o final de 2006.

No meu ponto de vista, ao lado disso, é preciso que chegue aos grupos sociais com maior vulnerabilidade, vencendo os obstáculos que fazem com que os mais pobres entre os pobres fiquem de fora de programas dessa natureza. Igualmente importante é o permanente aprimoramento de seu controle social, bem como o acompanhamento das condicionalidades a ele vinculadas. Na educação muito se avançou, neste acompanhamento.

É preciso, agora, que o mesmo ocorra com a saúde. Por fim, ressalto a atenção que deve ser dada ao desenvolvimento de programas complementares, que garantam a emancipação das famílias atendidas, de forma a poderem arcar em um futuro não muito distante com seu próprio sustento."

Ariovaldo Ramos - Conselheiro Nacional
"O Bolsa Família é um dos maiores programas de transferência de renda em curso no mundo moderno, e que de fato, vai ao encontro da mitigação da fome dos mais necessitados. É certo que não é um programa de erradicação da pobreza, mas, sem dúvida ataca a questão da fome. Através das condicionalidades intenta resolver a crise da evasão escolar.

O programa não é suficiente para tanto, e, devido ao fato, de seus beneficiários serem, necessariamente, oriundos do cadastro único, não tem revelado eficiência no combate a fome das comunidades indígenas, quilombolas e de moradores em condição de rua. Contudo, não há como negar que se trata de um importante programa de inclusão social."

Regina da Silva Miranda - Conselheira Nacional
"O Bolsa Família é uma conquista histórica no combate a fome, que ao repassar renda direta para famílias, melhora a situação de insegurança alimentar, mas não resolve o problema. Há muitos desafios a enfrentar, no sentido de assegurar a segurança alimentar das famílias em alta vulnerabilidade. Nem as próprias prefeituras, que são as instâncias executoras da política, têm claro quem são, onde estão. São catadores de materiais recicláveis, sã populações de rua, são muitas etnias indígenas nômades, são quilombolas, populações acampadas. Pessoas, muitas vezes, sem documentos, em trânsito.

Muitas prefeituras não os consideram sua população e/ou não têm condições de articular a documentação necessária para o ingresso no Programa, que ainda está vinculado a condição burocrática, de apresentação de documentação para aderir ao programa. No Rio Grande do Sul, fazer registro de nascimento sem dinheiro é um segundo parto para a Mãe ou o Pai da Criança.

Cabe ainda ressaltar, que as condicionalidades responsabilizam mais o indivíduo que o órgão executor, pois se uma família não consegue prover educação para os filhos, consultas de rotina, onde está a municipalidade atuando? Onde estão os órgãos de defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes? É preciso, articuladamente, construir com o município o privilégio ao atendimento, monitoramento e acompanhamento destas populações, em todos os seus equipamentos sociais."

Ana Beatriz Vasconcellos - Coordenacão-Geral da Política de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde (CGPAN).
Informou que o número de famílias beneficiárias do Bolsa Família com o perfil saúde (com crianças menores de sete anos e gestantes) é de 5,3 milhões, sendo que 3,4 milhões são crianças menores de sete anos.

Ana Beatriz defende que para que o acompanhamento destas famílias seja efetivo (monitoramento do crescimento e desenvolvimento infantil por meio da Vigilância Alimentar e Nutricional, vacinação das crianças e assistência pré-natal e pós-parto) é fundamental o suporte de gestores estaduais da saúde aos municípios. Segundo ela, a atuação dos CONSEAS Estaduais no controle social e na articulação com os gestores da saúde é igualmente importante.

As ações que estão sendo desenvolvidas pela CGPAN para garantir a oferta de serviços previstos na condicionalidades relacionadas à saúde foram enumeradas por Ana Beatriz.

1. Capacitação de mais de 650 profissionais da atenção básica nos estados;

2. Utilização do Disque-Saúde visando a ampliar a adesão dos municípios ao SISVAN e ao acompanhamento das famílias do Programa Bolsa Família;

3. Planejamento junto a DATASUS e MDS de ação para suporte e capacitação específica nas grandes cidades para acompanhamento das famílias;

4. Estudo de formas efetivas por parte do Ministério da Saúde, para fomentar o SISVAN e o acompanhamento das famílias do programa. Uma das propostas é a criação de um incentivo financeiro às ações de vigilância alimentar e nutricional, incluindo o monitoramento das famílias beneficiárias do Bolsa Família, com perfil da saúde. Ainda não foram identificados os recursos para tal incentivo.

Conceição Lopes - Consultora do PNUD no MEC.
"A inserção da exigência da freqüência à escola como condição para participação das famílias pobres ou extremamente pobres, que têm dependentes na faixa etária de escolarização infantil e básica, constitui premissa ainda recente na implementação de políticas públicas que objetivam a inclusão social de pessoas e grupos situados na linha de pobreza relativa e absoluta. No segundo período de coleta de freqüência escolar deste ano (maio/junho/julho), apenas 43 municípios deixaram de prestar informações.

E dos cerca de 13 milhões de alunos beneficiários do Programa, 8,6 milhões tiveram informações de freqüência, 64,5% do total. A atual versão do sistema on-line disponibilizado conta com funcionalidade para que as escolas informem o motivo que causou a baixa freqüência. Com esses dados, os gestores do programa, por meio de relatórios sistêmicos terão oportunidade de identificar situações de risco que merecem e exigem ação do poder local.

O acompanhamento da freqüência escolar não pode ser traduzido meramente como função controladora para recebimento do benefício. É muito mais que isto. Constitui um instrumento que garante à famílias exercerem o direito e o dever de manter suas crianças e adolescentes de 6 a 15 anos na escola. É um caminho para garantir a inclusão social pela inclusão educacional."

Na última sexta-feira (23/09), o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome lançou em São Paulo, a revista Cadernos de Estudos -Desenvolvimento Social e Debate, publicação destinada a assistentes sociais, economistas, pesquisadores e estudantes dos fenômenos sociais brasileiros. O primeiro número traz o estudo "A importância do Bolsa nos municípios brasileiros", elaborado pela professora da PUC/SP, Rosa Maria Marques.

E na semana passada, a tradicional revista britânica The Economist, publicou matéria em que elogia o Bolsa Família pelos resultados que estão sendo obtidos com a transferência de renda ou "transferência condicional de dinheiro" como são conhecidos esses programas sociais na América Latina.

Assessoria de Comunicação do CONSEA
Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

FAO and Brazil collaborate to promote school nutrition and food security

Other developing countries to benefit

17 October 2005, Rome - Brazil and FAO will work together on school nutrition programmes in poor countries, according to a multilateral agreement signed in Rome today. Through this initiative, Brazil wants other countries to benefit from its National School Nutrition Programme and from the experience gained through the Zero Hunger Programme championed by President Lula.

"This is a special occasion as we start a new era of collaboration between the Government of Brazil and FAO in support of other countries for better nutrition, especially for schoolchildren," said FAO Assistant Director-General, Henri Carsalade.

The first country to benefit from the Brazilian school nutrition experience will be Haiti, whereas three African countries, Angola, Cape Verde and Mozambique will collaborate with Brazil and FAO in food security programmes. Other countries may join later. Brazil will send nutrition and food security experts to these countries to assist them, together with FAO technical services, in developing national school feeding and food security projects.

In Brazil, the National School Nutrition Programme provides meals to 37 million schoolchildren and adolescents of up to 14 years of age, representing around 20 percent of the country's population.

Brazil invests about $500 million per year in feeding its children. "Brazil's "Zero Hunger" programme is known for its efficiency and efficacy and holds great promise for other countries," said Carsalade.

Good nutrition critical for learning

It is generally agreed that education is essential for a country's development and effective education requires pupils to enjoy adequate nutrition.

School nutrition programmes constitute a tool that enables hundreds of millions of poor children worldwide to attend school in developed and developing countries alike. They improve children's health, increase students' school attendance and retention and enhance learning.

"One of the advantages of school nutrition programmes and school feeding is that, in addition to enabling education, it has positive direct and indirect benefits relating to a number of other development goals such as the reduction of hunger and poverty, gender equity, HIV/AIDS care and prevention, and improvements in health," said Carsalade.

Today's agreement was signed by the Minister for Education of Brazil, Fernando Haddad, the Ambassador of Brazil to FAO, Flávio Miragaia Perri and FAO Assistant Director-General Henri Carsalade, together with Ministers or Ambassadors of the beneficiary countries.


Contact:
Maria Kruse
Information Officer, FAO
maria.kruse@fao.org
(+39) 06 570 56524

--------------------------------------------------------------------------------------------------------

 
 
Portal da CGFOME
Reprodução livre desde que citada a fonte.
 
 

Coordenação-Geral de Ações Internacionais de Combate à Fome (CGFOME)

Esplanada dos Ministérios, Bloco H - Secretaria-Geral - CEP 70.170-900 - Brasília - DF    

Tel: (061) 34116125/6/8   Fax: (061) 32252208