|
QUADRO GERAL DE INFORMAÇÕES
Nome oficial: República
Democrática do Iêmen
Capital: Sanaa
Informações gerais:
O atual Iêmen
é resultado da fusão, em 1990, do Iêmen do Norte
– nação de forte tradição
islâmica – com o Iêmen do Sul, mais ocidentalizado e
pró-socialista. Localizado à entrada do mar Vermelho e
bastante montanhoso, o país tem as terras mais férteis da
península Arábica e numerosas fontes de água, que
favorecem as culturas de cereais, algodão, frutas, vegetais e
café. O qat, planta de ação estimulante mascada
pelos habitantes – e que dá origem a uma droga poderosa
– também ocupa parte da área cultivada.
Descoberto em 1984, o petróleo responde por 90% das exportações iemenitas. As
reservas, porém, são modestas se comparadas às de outros Estados da região. O
Governo espera iniciar a exploração de gás nos primeiros anos do século XXI. A
taxa de desemprego é alta. Os indicadores sociais da nação são baixos: a
expectativa de vida gira em torno de 54 anos e cerca de 49% dos habitantes são
analfabetos.
Há diversas comunidades tribais no país e as federações de tribos do norte
têm grande influência política. A fusão entre um regime islâmico e outro
socialista gerou características peculiares. As mulheres iemenitas têm direito a
voto e a poligamia é admitida para os homens.
A região onde hoje se localiza o Iêmen era chamada pelos romanos de Arábia
Feliz, em função de suas terras férteis, em contraste com o deserto que domina o
restante da península Arábica. Abrigou, na Antigüidade, vários Estados. O mais
famoso deles, o Reino de Sabá, é mencionado no Velho Testamento. No século VII,
converte-se ao islamismo. A partir do século IX, o território é governado por
uma dinastia de sacerdotes zaiditas, uma das seitas xiitas islâmicas.
É ocupado pelos turcos entre 1538 e 1630 e, mais tarde, de 1849 a 1918. Em
1834, os ingleses ocupam o Porto de Áden, importante entreposto comercial entre
a África e a Índia, e estabelecem um protetorado que inclui as áreas tribais do
sul da península Arábica. Com a independência, em 1918, o poder volta às mãos
dos zaiditas, que mantêm o país isolado. Em 1962, militares dão um golpe de
Estado, derrubam a monarquia e proclamam a República. Tribos fiéis à monarquia
resistem, ajudadas pela Arábia Saudita e pelo Reino Unido. Tropas do Egito
intervêm na guerra civil em auxílio aos republicanos, que por fim saem
vitoriosos. Um cessar-fogo é assinado em 1970. Diversas facções militares tomam
o governo, numa sucessão de golpes de Estado, até que, em 1988, nas primeiras
eleições livres, o coronel Ali Abdullah Saleh - no poder desde 1978 - é
escolhido para a Presidência.
No final da década de 80, sob o impacto da liberalização soviética, o Iêmen
do Sul renuncia ao comunismo e inicia o diálogo com o Iêmen do Norte. Em maio de
1990, o Iêmen torna-se uma única nação e passa a ser governado por um presidente
do norte (Ali Abdullah Saleh) e um primeiro-ministro do sul (Haidar al Attas).
Data Nacional: 22 de
maio
Presidente: Ali Abdallah Saleh
Primeiro-Ministro: Ali Muhammad Mujawar
População: 22,2 milhões de
habitantes (2007 est. – CIA World Factbook)
População Rural: 72% (2006 –
UNICEF)
População Urbana: 28% (2006 –
UNICEF)
Densidade Demográfica: 45,6
hab/Km² (2007)
PIB: US$ 52,61 bilhões (2007 – CIA World Factbook)
PIB per capita: US$ 2.400 (2007 – CIA World Factbook)
Composição do PIB (2007 – CIA World Factbook):
Agricultura: 12,4%
Indústria: 40,9%
Serviços:
46,7%
|