Ministério das Relações Exteriores

IRAQUE

QUADRO GERAL DE INFORMAÇÕES

Nome oficial: República do Iraque

Capital: Bagdá

Informações gerais:

O território que hoje constitui o Iraque integrava o Império turco-otomano, desmembrado em 1920, em conseqüência da I Guerra Mundial. A Liga das Nações submeteu o Iraque à tutela britânica. Em 1921, Faissal Hussein foi coroado primeiro rei iraquiano. O Iraque tornou-se Estado independente em 1932. Em 1958, o General Abd al Karim Qasim derrubou a monarquia e instaurou a República, fazendo-se primeiro-ministro e instalando um regime nacionalista de esquerda, que persistiu até 1963, quando o Partido Socialista Árabe Baath liderou golpe de Estado, tornando Presidente Abd al Salam Muhammad Arif. Três anos depois, Abd al Raman Muhammad Arif sucedeu ao irmão, falecido em acidente de helicóptero. Em 1968, Abd al Raman foi deposto em novo golpe de Estado promovido pelo Baath. Seu sucessor foi então o General Ahmad Hassan al Bakr. Em 1979, o presidente Al Bakr renunciou, sendo sucedido pelo Vice-Presidente e sobrinho Saddam Hussein, que vinha tendo importante participação sobre a política iraquiana desde a ascensão do General Al Bakr, com domínio sobre os serviços de segurança e militares.

A Guerra Irã x Iraque
Em 1980, o Iraque invadiu o Irã visando a assumir o controle do canal Shatt al Arab, de acesso ao Golfo. Saddam Hussein procurava, assim, assumir o papel de protetor dos árabes da região do Golfo contra as aparentes ameaças do regime revolucionário implantado no Irã no ano anterior. Em 4 de setembro de 1980, o Irã bombardeou cidades iraquianas próximas à fronteira. Para o Iraque, o ataque representou o início da guerra entre os dois países. No mesmo mês, o Iraque denunciou o tratado de paz assinado em 1975 com o Irã. A guerra entre os dois países se estendeu até 1988 e esgotou a ambos os países financeiramente. Os reparos aos danos deixados pela guerra foram estimados em US$ 30 bilhões e financiados, em grande parte, pelos países árabes e instituições financeiras do Ocidente, o que ocasionou grande déficit nas contas externas iraquianas.

A Primeira Guerra do Golfo
No início da década de 1990, o Iraque alegou que o Kuaite havia aumentado sua produção de petróleo com o intuito de reduzir o preço do barril no mercado internacional e, conseqüentemente, diminuir as receitas iraquianas provenientes da exportação dessa commodity. Ademais, acusava os kuaitianos de roubar petróleo dos campos fronteiriços. Baseado nessas acusações, as tropas iraquianas invadiram o Kuaite em 2 de agosto de 1990. Uma coalizão militar internacional, liderada pelos Estados Unidos, expulsou o exército iraquiano do país em 24 de fevereiro de 1991, depois de cinco semanas de ataques aéreos e quatro dias de combate terrestre. Em 3 de março de 1991, o Iraque aceitou os termos do cessar-fogo da Guerra do Golfo. O episódio levou à punição do país árabe em forma de sanções econômicas impostas pela ONU, que agravaram as condições sociais e econômicas da população iraquiana. A escassez de importações, a hiperinflação e a superdesvalorização do dinar levaram ao aumento dos índices de pobreza e de má nutrição no país.

Em 1991, a União Européia aprovou, em Luxemburgo, a criação de uma zona de segurança ao norte do Iraque para proteção da população curda. Ainda no mesmo ano, os Estados Unidos ordenaram que o Iraque acabasse com toda atividade militar na região do Curdistão. Dois anos depois, foi instituída zona de exclusão aérea também no sul do Iraque. Em 1994, a Assembléia Geral do Iraque reconheceu as fronteiras do Kuaite e a independência do país. No ano seguinte, o Conselho de Segurança da ONU autorizou o país a retomar parte de suas exportações de petróleo para comprar alimentos e medicamentos, o chamado programa “Oil-for-Food”, e Saddam Hussein vencia referendo, conseguindo estender seu mandato por mais sete anos. Em abril de 1998, relatório da Comissão Especial das Nações Unids (UNSCOM, um regime de inspeção criado para assegurar que o Iraque eliminaria seu programa de armas de destruição em massa) atestou que o Iraque ainda possuía armas químicas e biológicas. A UNSCOM retirou, então, seus inspetores do Iraque, devido às alegadas práticas de obstrução praticadas pelo Governo local em relação a suas atividades.

Depois da evacuação dos funcionários da ONU, os Estados Unidos bombardearam alvos do país, na tentativa de destruir o arsenal de armas químicas e biológicas. Em dezembro de 1999, uma resolução da ONU propôs o fim das sanções ao Iraque, caso viesse a cooperar com os inspetores de armas daquela Organização Internacional. Bagdá rejeitou a resolução. Em maio de 2001, Qusay Husseim, filho mais novo de Saddam Hussein, foi eleito líder do partido governista Baath. A escolha alimentou especulações de que ele estaria sendo preparado para suceder o pai.

A invasão do Iraque
Em fevereiro de 2002, o presidente norte-americano George W. Bush incluiu o Iraque no chamado “Eixo do Mal”, abrindo possibilidades de ataque para uma mudança de regime no país. Em maio seguinte, o CSNU aprovou a resolução 1409, modificando o regime de sanções ao Iraque e substituindo o embargo a vários produtos por sanções destinadas, sobretudo, a equipamentos militares. Em agosto do mesmo ano, o Iraque convidou o chefe da equipe de inspeção de armamentos da ONU, Hans Blix, a negociar a retomada das vistorias e, em setembro, o presidente George W. Bush solicitou a líderes mundiais, reunidos na Assembléia Geral da ONU, que combatessem o Iraque ou que ao menos não se opusessem a um eventual ataque norte-americano. Em outubro de 2002, Bagdá propôs que inspetores da ONU vistoriassem dezenas de instalações militares do país, proposta rejeitada pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha. Os dois países condicionaram a retomada das inspeções à aprovação de uma resolução do CSNU que obrigasse o Iraque a entregar uma lista com todos os seus supostos armamentos nucleares, químicos e biológicos. Os Governos americano e britânico exigiram, também, que as Nações Unidas autorizassem o uso da força contra Bagdá, caso suas exigências não fossem cumpridas. Em 8 de novembro de 2002, o CSNU aprovou, por unanimidade, a resolução 1441, que exigia que o Iraque se desfizesse de qualquer arma de destruição em massa em seu poder.

No dia 19 de março de 2003, teve efetivamente início a invasão do Iraque, com uma ofensiva militar norte-americana sobre Bagdá (ataques aéreos). Em 1º de maio de 2003, o presidente George W. Bush declarou terminada a fase de combates intensos, informando que os aliados haviam saído vitoriosos, mas que a guerra contra o terrorismo continuava. O Iraque passou, então, a ser administrado pela coalizão anglo-americana, que instaurou uma força internacional de estabilização dividindo o país em três setores. No mesmo mês, o CSNU aprovou resolução que levantava as sanções contra o Iraque.

Em 28 de junho de 2004, teve lugar a assunção do Governo interino do Iraque, conforme previsto na Resolução CSNU/1546. Em 7 de abril de 2005, após dois meses de complexas negociações entre as diversas facções políticas, e com clara disposição de não excluir nenhum grupo político do poder, nem mesmo aqueles (os sunitas) que boicotaram as eleições, o Parlamento iraquiano elegeu o novo Governo provisório, tendo como Presidente da República o curdo Jalal Talabani, como Primeiro-Ministro o xiita Ibrahim al Jaafari e como Vice-Presidentes o sunita Gazi Yawer e o xiita Adel Abdul Mahdi.

A partir de meados de março de 2007, a coalizão de forças que mantém o Governo Maliki começou a apresentar sinais de fragmentação. Os países árabes sunitas e, mais recentemente, os Estados Unidos, têm exercido considerável pressão sobre o Executivo e o Legislativo iraquianos no sentido de que se adote, um programa de reversão do processo de “desbaathificação” que caracterizou a política interna do país no período 2003-2006. Alguns países, como o Egito, tem declarado ser impossível reduzir a violência político-sectária que assola a realidade iraquiana sem que haja um compromisso profundo do Gabinete Maliki em reverter o processo de marginalização dos sunitas no processo político nacional.

Data Nacional: 17 de julho

Dias de descanso: sexta-feira e sábado

Chefe de Estado: Jalal at-Talabani

Chefe de Governo: Primeiro-Ministro Nuri al-Maliki

Ministro dos Negócios Estrangeiros: Hoshyar Zebari

População: 27,5 milhões (2007 est.– CIA World Factbook)

População Rural: 33% (2006 – UNICEF)

População Urbana: 67% (2006 – UNICEF)

Densidade Demográfica: 63,7 hab/km² (2007)

PIB: US$ 40,66 bilhões (2006 – CIA World Factbook)

PIB per capita: US$ 1.900 (2006 – CIA World Factbook)

Composição do PIB (2006):

Agricultura: 5%
Indústria: 68%
Serviços: 27%

Valor do Comércio Exterior (2007 – CIA World Factbook):

Exportação (F.O.B): US$ 34,04 bilhões

Importação (F.O.B): US$ 23,09 bilhões

Principais Produtos de Exportação: Petróleo, gás natural, fosfato e enxofre, alimentos e animais vivos

Principais Produtos de Importação: Alimentos, medicamentos e manufaturas

Valor do Comércio com Brasil (US$ F.O.B – Fonte MDIC):

Principais Produtos da Pauta Comercial com o Brasil:

Iraque Importa (2007): Açúcar e carnes

Iraque Exporta (2007): Comústíveis e óleos

 

EMBAIXADA DO IRAQUE EM BRASÍLIA

Segunda a sexta-feira: de 08:30 às 15:00
SES Av. Das Nações - Quadra 815 - Lote 64
Embaixador: Baker Fattah Hussein
Tel.: 3346-2822
Fax: 3346-7034

EMBAIXADA DO BRASIL EM BAGDÁ

Shmeisani, Satea' Al-Hussary St, building 20/30, 3 andar
Amman 11194, Jordan
Embaixador: Bernardo de Azevedo Brito
Tel: (9626) 569 3890 (geral)
Fax: (9626) 568 3416 

E-mail: embbraziliraq@orange.jo

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