ISRAEL BRANDEIRA
Israel

ISRAEL MAPA1

ISRAEL MAPA


BRASÃO
BRASAO ISRAEL

INFORMAÇÕES GERAIS

Área 20.770 km2.
Fronteiras     Compartilha fronteiras com Egito (266 km), Gaza (51 km), Jordânia (238 km), Líbano (79 km), Síria (76 km) e Cisjordânia (307 km).
Clima     Temperado; quente e seco nas regiões sul e leste.
Hora Local     + 5.
População     7.112.359 habitantes, incluindo aproximadamente 187.000 israelenses nos assentamentos da Cisjordânia, 20.000 nas Colinas de Golã e 177.000 em Jerusalém Oriental (2008).
Etnias     76,4% judeus, 23,6% árabes (2004).
Religiões    76,4% judeus, 16,0% muçulmanos; 1,7% cristãos; 1,6% drusos; 4,3% outros (2004).
Idiomas Hebraico, árabe.



 DADOS POLÍTICOS

Governo República parlamentarista
Capital    Jerusalém foi declarada capital do Estado de Israel mediante aprovação da Lei Básica de 30/7/1980, mas o Brasil mantém sua Embaixada em Tel Aviv, em cumprimento à Resolução n.º 478, de 20/8/1980, do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Divisões Administrativas 6 distritos: Central, Haifa, Jerusalém, Norte, Sul e Tel Aviv.
Data Nacional  Dia da Independência, declarada em 14/5/1948 (5 iyar de 5708, no calendário judeu). Como Israel adota calendário lunar, sua data nacional oscila, no calendário gregoriano, entre 16/4 e 15/5. Em 2008, foi comemorada em 8/5; em 2009, será festejada em 29/4. Segundo o calendário judeu, o feriado começa no pôr-do-sol que o antecede; em 2009, os festejos terão início, portanto, no começo da noite de 28/4.
Chefe de Estado     Presidente Shimon Peres, do Kadima, desde 15 de julho de 2007.
Chefe de Governo Primeiro-Ministro Benjamim Netanyahu, do Likud, desde 31 de março de 2009.
Partidos Políticos Assembléia Nacional Democrática – Balad (líder: Jamal Zahaka); Frente Democrática pela Paz e Igualdade – Hadash (líder: Muhammad Baraka); Kadima (líder: Tzipi Livni); Likud (líder:Benjamin Netanyahu); Lista Árabe Unida (líder: Ibrahim Sarsour); Meretz-Yahad (líder: Yossi Beilin); Partido dos Pensionistas – GIL (líder: Rafael Eitan); Partido Trabalhista (líder: Ehud Barak); SHAS (líder: Eliyahu Yishai); Torah e Shabbat (líder: Yaakov Litzman); União Nacional/Partido Nacional Religioso (líder: Binyamin Elon) e Yisrael Beiteinu (líder: Avigdor Lieberman).



DADOS ECONÔMICOS

Moeda    Novo shekel israelense (NIS/ISL).
Câmbio     1 dólar norte-americano = 3,2133 novos shekéis israelenses (9/7/2008).
PIB
Valor nominal do câmbio   
US$ 161,9 bilhões (2007).
PIB
Paridade de poder de compra  
US$ 185,9 bilhões (2007). 
PIB
Per capita    
US$ 25.800,00 (2007).
PIB
Por setor da economia
(2007)    
2,7% agricultura;
30,2% indústria;
67,1% serviços.
Taxa de desemprego    
7,3% (2007).
População abaixo da linha de pobreza   
21,6% (2005).
Principais produtos primários     Cítricos, vegetais, algodão, carne bovina e laticínios.
Principais indústrias e produtos manufaturados   Produtos de alta tecnologia (incluindo aviação, comunicações, informática, fibra ótica), madeira e produtos de papel, fosfatos, alimentação, vestuário, tabaco, soda cáustica, cimento, construção civil, produtos de metal, produtos químicos, plásticos.
Exportações     US$ 50,24 bilhões f.o.b. (2007).
Pauta de exportação     Maquinário e equipamentos, software, diamantes lapidados, produtos agrícolas, produtos químicos e têxteis.
Importações   US$ 55,76 bilhões f.o.b. (2007).
Pauta de importação    Materiais crus, equipamento militar, diamantes brutos, combustíveis e grãos.

Comércio bilateral com o Brasil:



RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Ministro dos Negócios Estrangeiros  Avigdor Lieberman, do Yisrael Beiteinu, desde 31 de março de 2009.
Questões Internacionais A Cisjordânia constitui território palestino ocupado por Israel. A Faixa de Gaza, desocupada em 2005, continua sujeita a controle israelense nas fronteiras terrestres, na zona costeira e no espaço aéreo. Israel continua a construção de muro de separação em áreas ao longo da Linha Verde e da Cisjordânia. As Colinas de Golã e Jerusalém Oriental foram ocupadas em 1967.
Pessoas deslocadas internamente
150 a 420 mil árabes, deslocados de seus lares no norte de Israel.

  

EMBAIXADA DO BRASIL EM TEL AVIV

Pedro Motta Pinto Coelho
Embaixador

Moira Pinto Coelho
Conselheira

Sidney Leon Romeiro
Conselheiro

Eduardo Uziel
Primeiro Secretário

Gustavo de Sá Duarte Barboza
Primeiro Secretário

Cintia Regina da Costa Krohn
Oficial de Chancelaria

Jesivan Ribeiro de Souza
Oficial de Chancelaria

Nilma Carneiro Moreira
Oficial de Chancelaria

Maria Madalena de Souza
Assistente de Chancelaria

Endereço
23, Yehuda Halevi Street, 30th Floor
Tel Aviv 65136, Israel

Telefones
(00972) 54 8065858 (Plantão Consular)
(00972) 54 9427058 (Plantão Diplomático)
(009723) 691-6060 (Fax)
(009723) 7971500 / (009723) 6919292 (Geral)

E-mail
communications@brazilianembassy.org.il
consularhead@brazilianembassy.org.il

Sítio eletrônico
www.brazilianembassy.org.il



EMBAIXADA DE ISRAEL EM BRASÍLIA

Giora Becher
Embaixador

Raphael Shlomo Singer
Primeiro Secretário

Coronel Avner Balkany
Adido de Defesa, do Exército, Naval e Aeronáutico

Rona Kotler Ben-Aroya
Primeira Secretária (assuntos econômicos)

Eitan Avraham
Primeiro Secretário e Cônsul

Aviv Cohen
Segundo Secretário

Gabriel Pincas
Primeiro Secretário

Yoav Zukerman
Adido Civil

Avraham Aba Cohen
Adido Civil

Nir Dadon
Adido Civil

Lidor Avraham Paz
Adido Civil

Joseph Barak
Adido Civil

Tsach Yitshak Vazana
Adido Civil Adjunto

Endereço
SES, quadra 809, lote 38
Brasília, DF
70.424-900

Telefones
Tel: (61) 2105-0500
Fax: (61) 2105-0555

E-mail
info@brasilia.mfa.gov.il

Sítio eletrônico
Site: http://brasilia.mfa.gov.il



Aspectos históricos.

       O nacionalismo israelense tem sua origem no movimento sionista, surgido na Europa, no século XIX. Seu ideólogo, Theodor Herzl, organiza, em 1897, o primeiro congresso sionista, em que defende a constituição de Estado nacional para judeus de todo o mundo. Em 1917, o Chanceler britânico Arthur Balfour declara o apoio ao estabelecimento, na Palestina, de lar nacional para os judeus, sob a condição de serem respeitados os direitos das comunidades não-judaicas.
       A perseguição aos judeus pelo regime nazista intensifica a migração para a Palestina. O apoio internacional à criação de um Estado judaico aumenta após o fim da II Guerra Mundial, ao ser revelado o Holocausto perpetrado nos campos de concentração e extermínio. Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprova o plano de partilha da Palestina, com a criação de dois Estados, um judeu e um árabe (Resolução 181 da AGNU).
       O Estado de Israel é criado em 14 de maio de 1948. No entanto, cinco países árabes enviam tropas para impedir sua fundação. O conflito termina em janeiro de 1949, com vitória israelense. Com os confrontos, milhares de palestinos refugiam-se na Cisjordânia e na Faixa de Gaza ou migram para países árabes vizinhos; o Estado árabe a ser criado ao lado de Israel – o Estado palestino –, nos termos previstos pela ONU, não é proclamado.
       Egito, Síria e Jordânia envolvem-se, em 1967, em confronto armado com Israel, conhecido como Guerra dos Seis Dias. O conflito termina com a conquista, por Israel, da Península do Sinai, da Faixa de Gaza, da Cisjordânia, das Colinas de Golã e da parte oriental de Jerusalém. Resoluções da ONU determinam a devolução das áreas ocupadas; Israel exige, por sua vez, que as partes em contenda reconheçam seu direito à existência.
       Nova guerra eclode em 6 de outubro de 1973, no feriado judaico de Yom Kippur. Tropas egípcias e sírias avançam sobre o Sinai e Golã para reconquistar os territórios perdidos em 1967, mas são repelidas. O fim do conflito não provoca alterações territoriais; os países árabes, entretanto, descobrem no petróleo uma arma de guerra, por meio do aumento de seu preço no mercado mundial.
       Em 1977, o Presidente egípcio Anuar Sadat visita Jerusalém e possibilita a assinatura dos acordos de Camp David, em 1978, mediados pelos Estados Unidos. Como decorrência desses entendimentos, o Sinai é devolvido ao Egito em 1982. No mesmo ano, o Exército israelense invade o Líbano, em combate contra a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cuja sede se localizava em Beirute. A Organização transfere-se para a Tunísia e Israel retira-se da maior parte do território libanês em 1985.
As relações israelo-palestinas conhecem nova escalada de tensão com a irrupção da rebelião conhecida por primeira Intifada, em 1987. A violência dos distúrbios leva as partes a encetarem negociações diplomáticas. Os anos 1990 caracterizam-se por avanços significativos no processo negociador: são assinados os Acordos de Oslo, que prevêem a devolução de territórios aos palestinos e a criação da Autoridade Nacional Palestina (ANP); em 1994, Israel e Jordânia firmam acordo de paz.
       Os avanços pela paz acentuam divisões políticas. Yitzhak Rabin, Primeiro-Ministro israelense, é assassinado em Tel Aviv. O Chanceler Shimon Peres assume o Governo, mas perde o cargo de Primeiro-Ministro para o novo líder do Likud, Benyamin Netanyahu, nas eleições de 1996. 2000 é ano de inflexão na política externa de Israel: em maio, suas tropas deixam o Líbano, mas mantêm a ocupação das fazendas de Shebaa, zona fronteiriça sobre a qual Beirute clama soberania. As conversações sobre o estatuto dos Territórios Palestinos passam, também, por momentos delicados: em setembro, irrompe a segunda Intifada e as negociações são suspensas. A escalada de tensões acentua-se com a ocorrência de numerosos ataques suicidas.
       O apaziguamento de forças extremistas possibilita a continuidade das conversas entre Israel e ANP: sob patrocínio do Quarteto (ONU, União Européia, Estados Unidos e Federação Russa), as partes comprometem-se com o Mapa do Caminho, plano de paz que prevê o gradual estabelecimento de Estado palestino. A reunião de Sharm-el-Sheikh, no Egito, evento co-presidido pelo Governo egípcio e jordaniano, favoreceu, também, a suspensão das agressões mútuas. Em dezembro de 2003, foi anunciada a retirada de assentamentos e tropas israelenses da Faixa de Gaza, o que ocorre, definitivamente, em 2005. Tal processo deu-se de forma simultânea à construção de muro ao longo da fronteira da Cisjordânia. O objetivo declarado pelo Governo israelense consiste em impor obstáculo ao ingresso de terroristas em seu território e, assim, criar condições para o desenvolvimento do processo de paz. A construção do muro foi levada, entretanto, à análise da Corte Internacional de Justiça (CIJ). Segundo parecer da Corte, sua edificação seria contrária ao Direito Internacional.
       Em 2006, ano em que as eleições parlamentares palestinas expõem a cisão entre Hamas e Fatah, Israel lança operações militares em Gaza e no Líbano. O ataque militar desferido contra o Hezbollah, em julho, foi justificado pela necessidade de resgate de dois soldados israelenses seqüestrados pela milícia libanesa. Em agosto, vigora cessar-fogo proposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, sem que Israel tenha atingido seu objetivo.
       A Conferência de Annapolis, realizada em novembro de 2007, teve o objetivo de retomar o processo de paz no Oriente Médio. Com o apoio do Quarteto, o encontro visava a aproximar posições entre palestinos e israelenses, no tocante a questões substanciais ligadas ao processo de paz. A iniciativa é, historicamente, a que reuniu a mais ampla participação no processo de paz, ao envolver Estados em desenvolvimento como Brasil, México, Índia e África do Sul.
       As principais questões a serem negociadas no seguimento da Conferência, com vistas à consecução de um acordo de paz, referem-se ao estatuto de Jerusalém; à questão dos refugiados palestinos; aos assentamentos judaicos nos territórios ocupados; ao traçado das fronteiras; à libertação de prisioneiros palestinos detidos em Israel; à segurança de Israel e aos recursos hídricos.

Relações exteriores.

    Desde o fim da Guerra Fria, o Estado de Israel baseia sua política externa na continuidade da tradicional aliança com os Estados Unidos, nas densas relações que trava com a Europa e na participação na Iniciativa da Bacia do Mediterrâneo. Em seu entorno regional, Israel costuma priorizar temas relativos à segurança nacional.
      Estados Unidos e Israel mantêm tradicional parceria estratégica. Os Governos Bush e Clinton emprestaram importante apoio para o processo de paz até a irrupção da Segunda Intifada, em setembro de 2000. A disposição norte-americana de combate ao terrorismo em escala mundial, também, aprofundou as relações bilaterais. Em setembro de 2002, os Estados Unidos, junto à Federação Russa, União Européia e Secretaria-Geral das Nações Unidas, lançaram o “mapa do caminho para a paz” e patrocinaram, em fins de 2007, a Conferência de Annapolis.
      Os europeus são importantes parceiros comerciais de Israel, superados, apenas, pelos Estados Unidos. O Protocolo de Barcelona de 1995 e a Iniciativa da Bacia do Mediterrâneo, com os projetos de integração comercial e científico-tecnológica entre a Europa e os países do Mediterrâneo, incluindo Israel e os vizinhos árabes, constitui oportunidade para inserir Israel, ainda mais, nos mercados europeus. É nesse contexto que se insere o projeto de União do Mediterrâneo, iniciativa do Governo Sarkozy, lançada em julho de 2008.
      A questão palestina figura como tema central da política externa israelense e modula a atuação de Israel em foros internacionais. Delicado é, também, o relacionamento com o Líbano, em razão da presença do Hezbollah próxima à fronteira, contra quem Israel travou uma guerra de 34 dias em 2006. Apesar de ter empreendido ataque a suposta instalação nuclear na Síria, as negociações indiretas entre Israel e esse país foram retomadas, sob mediação turca, em maio de 2008. Em sua política para o Oriente Médio, o desenvolvimento do parque nuclear iraniano constitui, também, ponto fundamental da agenda diplomática israelense.
      Com os Acordos de Camp David, de fins dos anos 1970, e os Acordos de Madri e Oslo, da década de 1990, Israel logrou obter reconhecimento de seis Estados árabes: Egito, Jordânia, Omã, Catar, Tunísia e Marrocos. A cooperação econômico-comercial com Egito e Jordânia têm prosperado, como atesta a criação das Zonas Industriais Qualificadas, parques industriais montados com capital israelense que usam de mão-de-obra local. Os bens manufaturados por essas unidades podem ser exportados para os Estados Unidos com total isenção tarifária, contanto que tenham sido produzidos com um mínimo de insumos israelenses.
       Desde o processo de liberalização e dinamização de sua economia, iniciado nos anos 1980, Israel tornou-se referência como país exportador de alta tecnologia. Sua alta competitividade nesse mercado tem-lhe possibilitado estabelecer parcerias com outras economias promissoras, além das dos Estados Unidos e da Europa. O comércio com a Índia, em que se incluem produtos militares de altíssima sofisticação, tem alcançado níveis de excelência. O mesmo padrão de relacionamento ocorre com China, Japão e outros países do Leste Asiático.

Relações com o Brasil.

       Ao participar da Segunda Guerra Mundial, o Brasil contribuiu para um momento decisivo da História, que assumiu importância vital para o destino do povo judeu. O exercício da Presidência da Assembléia Geral das Nações Unidas em 1947, que proclamou a partilha do mandato britânico sobre a Palestina, pelo então Ministro das Relações Exteriores do Brasil, Oswaldo Aranha, constituiu outro importante marco nas relações do Brasil com o nascente Estado de Israel. Pelo papel que desempenhou naquela ocasião, o Brasil possui compromisso moral em contribuir para a criação dos Estados de Israel e da Palestina.
       O Brasil foi um dos primeiros países a reconhecer o Estado de Israel em 1949. As relações diplomáticas bilaterais datam de 1951, quando foi criada a Legação do Brasil em Tel Aviv, elevada, em 1958, à categoria de Embaixada. Naquele mesmo ano, Israel inaugurou sua Embaixada no Brasil.
       Brasil e Israel compartilham longa história de cooperação nas áreas técnica, científica e tecnológica. Desde os anos 1960, Israel contribui para o desenvolvimento da agricultura do semi-árido, por meio da difusão de técnicas de irrigação em regiões do Nordeste. Além da cooperação interestatal, registra-se intenso diálogo entre instituições privadas ou não-governamentais brasileiras e israelenses.
       No início dos anos 1990, o adensamento das negociações entre israelenses e palestinos, por meio da Conferência de Madri e dos Acordos de Oslo, possibilitou a multiplicação do intercâmbio de visitas de altas autoridades brasileiras e israelenses.
       A definição do Oriente Médio como prioridade da política externa do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva possibilitou não apenas a aproximação com países árabes e islâmicos da região, mas também com Israel. O Governo brasileiro crê que uma solução definitiva para o conflito só poderá ser alcançada mediante diálogo entre as partes e dispõe-se, caso se julgue conveniente, a prestar sua contribuição ao processo de paz. Não há intenção, por parte do Brasil, de assumir posicionamento parcial, mas de, por meio de sua atuação externa, contribuir para melhor entendimento entre israelenses e palestinos. Nesse sentido, o País apóia a convocação de conferências de paz que incluam, também, a participação de Estados extra-regionais, inclusive em desenvolvimento, dotados de perfil conciliador e capazes de arejar o processo de paz.
       Nesse sentido, a intensificação das relações com o Mundo Árabe tem ocorrido sem prejuízo do bom relacionamento com o Estado de Israel, a ponto de, em 18 de dezembro de 2007, ter sido assinado Acordo de Livre Comércio entre esse país e o Mercosul, constituindo-se Israel no primeiro parceiro extra-regional a firmar tal instrumento com o bloco. Trata-se de acordo de abertura de mercados que cobre, também, comércio de bens, regras de origem, salvaguardas, cooperação em normas técnicas, sanitárias e fitossanitárias, cooperação tecnológica e técnica e cooperação aduaneira.
       É importante ressaltar que as relações entre Brasil e Israel se pautam em fortes vínculos humanos e culturais, tendo em vista a multissecular presença judaica no Brasil, primeiramente com as comunidades de cristãos-novos, em tempos coloniais, e, posteriormente, com a vinda de imigrantes judeus, nos séculos XIX e XX. Estima-se que a comunidade israelita no Brasil totalize entre 97 e 150 mil membros. É a décima maior do mundo e a segunda maior da América Latina, superada, apenas, pela população judaica argentina. A coletividade israelita no Brasil convive de modo exemplarmente pacífico com a comunidade de cerca de 12 milhões de árabes e seus descendentes. A comunidade brasileira em Israel alcança, por sua vez, o número de 9 mil membros.


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