JORDANIA BANDEIRA
JORDÂNIA

JORDANIA MAPA

BRASAO JORDANIA

BRASÃO



INFORMAÇÕES GERAIS

Área  92.300 km2.
Fronteiras  Compartilha fronteiras com Iraque (181 km), Israel (238 km), Arábia Saudita (744 km), Síria (375 km) e Cisjordânia (97 km).
Clima Árido, desértico e, de novembro a abril, estação chuvosa na região oeste.
Hora Local  + 5.
População 6.198.677 (2008).
Etnias 98% árabes, 1% circassianos, 1% armênios.
Religiões 92% muçulmanos sunitas, 6% cristãos (greco-ortodoxos, católicos e protestantes), 2% outros (xiitas e drusos, entre outros).
Idiomas  Árabe (oficial).


DADOS POLÍTICOS

Governo Monarquia constitucional.
Capital     Amã.
Divisões Administrativas     12 governorados.
Data Nacional     Dia da Independência, 25 de maio (1946).
Chefe de Estado     Rei Abdullah II, desde 7 de fevereiro de 1999.
Chefe de Governo    Samir Rifai (Primeiro-Ministro e Ministro da Defesa, desde dezembro de 2009).
Partidos Políticos Esquerda Democrática Jordaniana (líder: Musa Ma’ayteh); Frente de Ação Islâmica (líder: Zaki Sa’ed Bani Irsheid); Movimento Democrático Islâmico Árabe (líder: Yusuf Abu Bakr); Movimento Democrático Popular Nacional (líder: Mahmud Al-Nuwayhi); Movimento dos Direitos dos Cidadãos Jordanianos; Movimento Jordaniano dos Comitês do Povo; Partido Agrário Árabe (líder: Ayishah Salih Hijazayn); Partido Al-Ahd Party; Partido Árabe Jordaniano; Partido Árabe Jordaniano Ansar; Partido Comunista Jordaniano (líder: Munir Hamarinah); Partido Comunista dos Trabalhadores Jordanianos; Partido Constitucional Nacional (líder: Abdul Hadi Majali); Partido da Ação Nacional - Haqq (líder: Tariq Al-Kayyali); Partido da Missão; Partido da Liberdade; Partido das Gerações Jordanianas (líder: Muhammad Khalayleh); Partido do Futuro; Partido do Renascimento Jordaniano; Partido Democrático Popular da Unidade Jordaniana (líder Sa’id Dhiyab Ali Mustafa); Partido Democrático Popular Jordaniano - Hashd (líder: Ahmad Yusuf); Partido Jordaniano da Nova Aurora Árabe; Partido Jordaniano da Paz; Partido Jordaniano Rafah; Partido Islâmico de Centro (líder: Marwan Al-Fauri); Partido Nacional (líder: Ahmad Al-Hanandeh); Partido Progressista (líder: Fawwaz Al-Zubi); Partido Progressista Árabe Baath (líder: Fouad Dabbur); Partido Socialista Árabe Baath (líder: Taysir Al-Himsi); Partido Trabalhista Jordaniano (líder: Mazin Sulayman Jiryis Hanna); Partido Verde Jordaniano (líder: Muhammad Batayneh).




DADOS ECONÔMICOS

Moeda   
Dinar jordaniano (JOP).
Câmbio     1 dólar norte-americano = 0,7075 dinar jordaniano (9/7/2008).
PIB
Taxa oficial de  câmbio    
US$ 16,01 bilhões (2007).
PIB
Paridade de poder de compra    
US$ 27,99 bilhões (2007).
PIB
Per capita    
US$ 4.900,00 (2007).
PIB
Por setor da economia
(2007)    
3,5% agricultura;
10,3% indústria;
86,2% serviços.
População abaixo da linha da pobreza     14,2% (2002).
Taxa de desemprego    13,5% (2007).
Principais produtos agrícolas     Cítricos, tomates, pepinos, azeitonas, morangos, carneiros e laticínios, entre outros.
Principais produtos manufaturados    Vestuário, fertilizantes, produtos farmacêuticos, cimento, refinamento de petróleo e produtos químicos inorgânicos, entre outros.
Exportações     US$ 5,7 bilhões f.o.b. (2007).
Pauta de exportação     Vestuário, produtos farmacêuticos, fosfatos, fertilizantes, vegetais e manufaturados.
Importações       US$ 12,02 bilhões f.o.b. (2007) 
Pauta de importação  Óleo vegetal, tecidos, maquinário e equipamento de transporte, entre outros.
Comércio bilateral com o Brasil:
 



RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Ministro dos Negócios Estrangeiros Nasser Judeh
Questões Internacionais Aproximadamente dois milhões de iraquianos deixaram seu país desde 2003 e instalaram-se, em sua maioria, na Síria e Jordânia. Pendente a demarcação de partes da fronteira com a Síria, já regularizada em Acordo de 2004.
Refugiados Iraquianos: aproximadamente 500 mil; palestinos: 1.835.704 (2007).
Pessoas deslocadas internamente 160.000, como resultado do conflito árabe-israelense de 1967



EMBAIXADA DO BRASIL EM AMÃ
Fernando José Marroni de Abreu
Embaixador

Sidney Leon Romeiro
Conselheiro

Rodrigo Alexandre Oliveira de Carvalho
Primeiro Secretário

Deise Marques Asencio Aviani
Oficial de Chancelaria

Virgilio Leite Aviani
Oficial de Chancelaria

Janete Valladares Fenelon Santos
Assistente de Chancelaria

Vera Lúcia Pereira
Assistente de Chancelaria
Endereço
Northern Abdoun 17,Iskandaronah Street
P.O.BOX 5497 Amman 11183 Jordan

Telefones
Tel.: +9626 592-3941 / 2 / 3
Fax: +9626 593-1098

E-mail
jorbrem@wanadoo.jo


EMBAIXADA DA JORDÂNIA EM BRASÍLIA

Ramez Zaki Odeh Goussous
Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário

Suheil Jamal Salim Haddad
Conselheiro
Endereço
SHIS, QI 9, conjunto 18, casa 14, Lago Sul
Brasília, DF
71.625-180

Telefones
Tel: (61) 3248-5407 / 5414
Fax: (61) 3248-1698 / 5389

E-mail
jordania@apis.com.br, emb.jordania@apis.com.br




Aspectos históricos.

       Ocupado, no século XVI, pelo Império Otomano, o atual território jordaniano é incorporado à administração britânica da Palestina no final da I Primeira Guerra Mundial. Em 1920, estabelece-se o Emirado da Transjordânia, ainda sob permanente influência e controle inglês. A independência do Reino Hashemita da Jordânia é declarada em 1946.
        A aprovação do plano de partilha da Palestina, em 1947, encontra oposição dos países árabes. Em maio de 1948, com a retirada das tropas britânicas do atual território israelense, forças militares de cinco países árabes, incluída a Transjordânia, lançam ofensiva contra Israel, em conflito que se estende até 1949, com vitória israelense. No mesmo ano, os limites geográficos do Reino atravessam o rio que o separava da Palestina sob mandato britânico: a Cisjordânia é anexada e o país adota o nome de Jordânia.
        Em 1951, o Rei Abdullah é assassinado; seu filho Talal sucede-o, mas é deposto no ano seguinte. Hussein, filho de Talal, é coroado Rei em 1953, aos dezessete anos. O jovem Rei inicia aproximação política com o Iraque, à época outra monarquia hachemita. Em fevereiro de 1958, os países unificam-se sob o nome Federação Árabe, dissolvida, cinco meses depois, com a proclamação da república no Iraque. A Jordânia reforça vínculos com o Ocidente e torna-se um dos principais aliados estadunidenses no Oriente Médio. Na Guerra dos Seis Dias, em 1967, Cisjordânia e Jerusalém Oriental são ocupados por Israel.
        Após o conflito, o país passa a receber milhares de refugiados palestinos. A instalação de organizações favoráveis à causa palestina, em território jordaniano impulsiona forte reação do governo hachemita. Em 1970, o Exército enfrenta-se com palestinos, que emigram maciçamente, em episódio conhecido como Setembro Negro. Em 1973, as relações com os palestinos normalizam-se e a Jordânia reconhece a Organização para a Libertação da Palestina (OLP) como seu único representante. No final da década de 1980, o Rei renuncia à soberania sobre a Cisjordânia, para facilitar a constituição de Estado palestino no território ocupado por Israel. Na crise que resulta na Guerra do Golfo, em 1990, a Jordânia alia-se ao Iraque. Cessa, então, a ajuda econômica do Ocidente e o país recebe 300 mil refugiados palestinos, repatriados pelo Kuaite. Em outubro de 1994, firma acordo de paz com Israel e retoma as tradicionais relações com o Ocidente com o rompimento, no ano seguinte, com o Iraque.
        Em fevereiro de 1999, morre o Rei Hussein e seu filho Abdullah é coroado monarca hachemita. O novo Rei inicia ofensiva diplomática na região e reata relações com o Kuaite. Ao fechar escritórios do Hamas em Amã, impulsiona as tradicionais relações com o Ocidente. Nessas circunstâncias, enceta negociações, junto a Israel, para a realização de projeto ambiental para evitar a extinção do Mar Morto.

Relações exteriores.

        De perfil conciliador e equilibrado, a Jordânia representa uma das mais importantes forças moderadoras no Oriente Médio. O Reino Hachemita mantém relacionamento fluido com todos seus vizinhos, além de apresentar quadro econômico e político estável. Exemplo disso é sua atuação marcante no processo de paz árabe-israelense: em 2005, o Rei Abdullah foi um dos artífices da Cúpula Quadripartite de Sharm El-Sheikh. À Jordânia credita-se, também, papel significativo no relançamento da Iniciativa Árabe para a Paz, na Cúpula da Liga Árabe de 2007. O país integra, ainda, o Quarteto Árabe para a paz, juntamente com Egito, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, além de destacar-se pela preocupação humanitária, sendo importante fornecedor de auxílio humanitário para a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.
       Para o Reino hachemita, o Iraque possui papel central em sua política externa, seja em termos políticos e de segurança ou econômico-comerciais, seja pelo grande contingente de iraquianos na Jordânia, que totaliza mais de 700 mil pessoas. A Jordânia representa, ainda, natural porta de entrada para aquele país e poderá beneficiar-se, fortemente, da reconstrução da economia iraquiana.

Relações com o Brasil.

        As relações entre Brasil e Jordânia foram formalizadas em 1959, com o estabelecimento de Legação em Amã, elevada, em 1964, à categoria de Embaixada, cumulativa, com Beirute. Em 1984, o Brasil abriu Embaixada própria na capital jordaniana. No mesmo ano, a Embaixada da Jordânia iniciou suas atividades em Brasília.
        As relações comerciais são crescentes, em grande medida impulsionadas pela aquisição de aeronaves da Embraer pela Royal Jordanian. O diálogo político é fluido e as relações, cordiais.
        Durante a Guerra do Golfo, a Jordânia desempenhou papel político importante para o Brasil, ao interceder junto a Bagdá em favor da autorização para a saída dos cerca de 150 brasileiros que se encontravam no Iraque e no Kuaite ocupado.
        Em maio de 2007, o Comitê Nacional para os Refugiados decidiu reassentar, no Brasil, grupo de refugiados palestinos oriundos do campo de Ruweished, na Jordânia, a cerca de 70 km da fronteira com o Iraque, onde estavam estabelecidos desde 2003. Os 117 refugiados chegaram ao Brasil em setembro e outubro de 2007 e foram reassentados em São Paulo e no Rio Grande do Sul.
          Em seguimento as tradicionais relações de amizade, o Rei Abdullah II deverá vir ao Brasil em outubro de 2008, em visita de Estado.


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