SIRIA BANDEIRA
SÍRIA

SIRIA MAPA

MAPA SIRIA


BRASÃO

BRASAO SIRIA


INFORMAÇÕES GERAIS

Área  185.180 km2 (incluindo 1.295 km2 de território ocupado por Israel).
Fronteiras  Compartilha fronteiras com Iraque (605 km), Israel (76 km), Jordânia (375 km), Líbano (375 km) e Turquia (822 km).
Clima Verões quentes e secos, de junho a agosto, e invernos amenos e chuvosos, de dezembro a fevereiro. Mais frio em Damasco, com precipitação ocasional de neve.
Hora Local  + 5.
População 19.747.586 (2008), incluindo, aproximadamente, 40.000 pessoas que vivem nas Colinas de Golã, ocupada por Israel, metade, árabes e metade, israelenses.
Etnias 90,3% árabes, 9,70% curdos, em grande parte, mas há também armênios e outros.
Religiões 74% muçulmanos sunitas, 16% outros muçulmanos (incluídos drusos e alauítas), 10% judeus (pequenas comunidades em Damasco, Al Qamishli e Aleppo)
Idiomas   Árabe (oficial), curdo, armênio, aramaico e circassiano, em média escala.



DADOS POLÍTICOS

Governo República parlamentarista.
Capital     Damasco.
Divisões Administrativas     14 províncias: Al-Hasakah, Al-Ladhiqiyah, Al-Qunaytirah, Ar-Raqqah, As-Suwayda', Dar'a, Dayr Az-Zawr, Dimashq, Halab, Hamah, Hims, Idlib, Rif Dimashq, Tartus.
Data Nacional     Dia da Independência, 17 de abril (1946).
Chefe de Estado     Presidente Bashar Al-Assad, do Partido do Renascimento Socialista Árabe (Baath), desde 17 de julho de 2002.
Chefe de Governo    Primeiro-Ministro Muhammad Naji Etri, do Partido do Renascimento Socialista Árabe (Baath), desde 10 de setembro de 2003.
Partidos Políticos A Frente Progressista Nacional reúne os seguintes partidos: Partido Comunista Sírio (líderes: Wissal Farha Bakdash e Yusuf Rashid Faysal); Partido Democrático Unionista Socialista (líder: Fadlallah Nasr Al-din); Partido do Renascimento Socialista Árabe (Baath), (líder: Presidente Bashar Al-Assad); Partido Socialista Unionista (Fayez Ismail); Partido Social-Nacionalista Sírio (líder: Ali Qansu); União Socialista Árabe Síria (líder: Safwan Qudsi).



DADOS ECONÔMICOS

Moeda   
Libra síria (SYP).
Câmbio     1 dólar norte-americano = 51,91 libras sírias (9/7/2008).
PIB
Taxa oficial de  câmbio    
US$ 37,76 bilhões (2007).
PIB
Paridade de poder de compra    
US$ 87,09 bilhões (2007).
PIB
Per capita    
US$ 4.500,00 (2007).
PIB
Por setor da economia
(2007)    
23,6% agricultura;
27,5% indústria;
48,9% serviços.
População abaixo da linha da pobreza     11,9% (2006).
Taxa de desemprego     9% (2007).
Principais produtos agrícolas     Trigo, algodão, lentilha, azeitonas, carne, ovos e leite, entre outros.
Principais produtos manufaturados    Petróleo, têxteis, bebidas, tabaco e cimento, entre outros.
Exportações     US$ 10,58 bilhões f.o.b. (2007)
Pauta de exportação     Derivados de petróleo, frutas e vegetais, fibra de algodão, carne, gado e trigo, entre outros.
Importações       US$ 12,38 bilhões f.o.b. (2007)
Pauta de importação  Maquinário e equipamento de transporte, comida e gado, produtos de metal, produtos químicos, plástico e papel, entre outros.
Comércio bilateral com o Brasil:


RELAÇÕES INTERNACIONAIS

Ministro dos Negócios Estrangeiros Walid Al-Muallem, desde 11 de fevereiro de 2006.
Questões Internacionais As Colinas de Golã, ocupadas por Israel, são monitoradas por força da ONU (UNDOF), com aproximadamente mil homens, que patrulham a região desde 1964. Por falta de tratado demarcatório, parte da fronteira com o Líbano é inexata, com diversas seções em disputa. Pende, ainda, a demarcação de partes da fronteira com a Jordânia, já estabelecida em acordo de 2004.
Refugiados (2007) Iraquianos: entre 1 e 1,4 milhão;
palestinos: aproximadamente 522.100.
Pessoas deslocadas internamente (2007) 305.000, praticamente todos como resultado da ocupação das Colinas de Golã em 1967.


EMBAIXADA DO BRASIL EM DAMASCO

Edgard Antonio Casciano
Embaixador

Sydma Aguiar Damasceno

Terceiro Secretário

Ana Cristina Silva Palacky
Agente Administrativo
Endereço
P.O. BOX: 2219 39, 39, Al-Farabi Street Mezzeh, East Villat
Damascus, Syria

Telefones
Tel.: +96311 612-4551 / 2 / 7 / 9
Fax: +96311 612-4553

E-mail
comunicacao@brasembsyr.org


EMBAIXADA DA SÍRIA NO BRASIL

Elias Bara
Primeiro Secretário

Ihsan Sadullah
Adido Civil
Endereço
SEN, lote 11
Brasília, DF
70.434-900

Telefones
Tel.: (61) 3226-1260 / 0970
Fax: (61) 3223-2595

E-mail
embsiria@uol.com.br

  
CONSULADO-GERAL DA SÍRIA EM SÃO PAULO

Ghazi Deeb
Cônsul-Geral
Endereço
Av. Paulista, 326, 6° andar, sala 61
São Paulo, SP
01310-902

Telefones
Tel.: (11) 3285-5578 / 3288-0060
Fax: (11) 3253-9290


CONSULADO HONORÁRIO DA SÍRIA EM ANÁPOLIS

Halim Helou
Cônsul Honorário
Endereço
Rua General Joaquim Inácio, 11
Anápolis, GO
75024-040

Telefones
Tel.: (62) 3324-1249 / 0107
Fax: (62) 3321-2232



CONSULADO HONORÁRIO EM BELO HORIZONTE

Endereço:
Rua Santa Rita Durão, 1030
Belo Horizonte, MG
CEP 30140-111


CONSULADO HONORÁRIO DA SÍRIA EM CAMPO GRANDE

Kabril Yussef
Cônsul Honorário
Endereço
Av. Ceará, 1582, Santa Fé
Campo Grande, MS
79021-000

E-mail: kabril@starbox.com


CONSULADO HONORÁRIO DA SÍRIA EM CURITIBA

Abdo Dib Abage
Cônsul Honorário
Endereço
Rua Professor Pedro Parigot de Souza 90, Campina do Siqueira
Curitiba, PR
80740-050

Telefones
Telefax: (41) 2108-4900



CONSULADO HONORÁRIO DA SÍRIA EM MANAUS

Khaled Ahmed Hauache
Cônsul Honorário
Endereço
Av. Constantino Nery, nº 508-C, Centro
Manaus, AM
69010-160

Telefones
Tel.: (92) 3633-6224



Aspectos históricos.

       Território integrante do Império Otomano até 1918, a Síria vê o nacionalismo ganhar relevo com a derrota turca na I Guerra Mundial. Pelo Acordo de Sykes-Picot, é outorgado à França o mandato sobre seu atual território. A independência é declarada em 1946.
       O primeiro governo sírio é deposto três anos após a independência e o regime constitucional só é restabelecido em 1954. No plano político interno, é crescente a influência do partido Baath, de agenda política pan-árabe. Na lógica da Guerra Fria, a Síria aproxima-se da União Soviética, em contraposição ao mais forte aliado estadunidense na região, o Estado de Israel. Em consonância com o ideal pan-arabista, plebiscito de 1958 aprova a fusão com o Egito e cria-se a República Árabe Unida, dissolvida três anos mais tarde.
       Em 1963, o Partido Baath alcança o poder. Nos dez anos seguintes, a Síria entraria em combate contra Israel por duas vezes: na Guerra dos Seis Dias (1967), perde as colinas de Golã, que são ocupadas por Israel e que não são recuperadas em 1973, na Guerra do Yom Kippur. Entre um e outro conflito, Hafez Al-Assad assume a Presidência da República, cargo que exerceria até sua morte, três décadas depois.
       A partir de 1976, a Síria passa a intervir na guerra civil libanesa e emerge do conflito como força garante de paz entre as facções em contenda, em razão dos Acordos de Taef, que põem fim aos combates, e do Tratado de Fraternidade, Cooperação e Coordenação entre a Síria e o Líbano, que formalizou a íntima vinculação das políticas interna e externa dos dois países. A presença síria permanece, no Líbano, após o término das hostilidades e daí só se retiraria em 2005, em seqüência a grande comoção nacional no país vizinho.
       O término da Guerra Fria permite à Síria capitalizar, junto ao cenário internacional, essa nova posição de força estabilizadora na região. É nesse contexto que se dá a aproximação com os Estados Unidos, quando irrompe a Guerra do Golfo.
Hafez Al-Assad morre em 2000 e é sucedido por seu filho, Bachar Al-Assad. As relações com o Ocidente estremecem, principalmente, a partir de 2003, quando da ocupação estadunidense do Iraque. A Síria é incluída, pela Administração Bush, no rol de países integrantes do “eixo do mal”.
       A Síria foi acusada de participação no assassinato do ex-Primeiro-Ministro libanês Rafiq Hariri. O estabelecimento do Tribunal Especial para o Líbano, instituído para investigar as circunstâncias em que ocorreu o atentado, passa a ser defendido, também, pelo regime sírio, que busca exercer papel crescentemente influente para a estabilização política regional, sobretudo após sediar a Cúpula Árabe de março de 2008.
       Essa conduta favorável às negociações de paz refletem-se, também, nas relações com Israel. Em setembro de 2007, aviões israelenses atacam instalações militares no norte da Síria, sob acusação de abrigar artefatos nucleares, o que é negado pelo regime de Damasco. Ainda assim, negociações bilaterais indiretas são reiniciadas, por intermédio da Turquia, no primeiro semestre de 2008.

Relações exteriores.

       A Síria é o grande defensor, na atualidade, do ideal pan-arabista. O pan-arabismo caracteriza-se pela defesa da unificação dos povos árabes em um único Estado secular e, historicamente, pela implementação de governos de viés socialista e forte oposição ao colonialismo e à ingerência política do Ocidente no mundo árabe. Seu principal exemplo foi a constituição da República Árabe Unida, entre Síria e Egito (1958-1961).
       Desde a retirada de suas tropas do Líbano, a Síria tem sido enfática quanto à não-interferência em assuntos libaneses. Esse compromisso foi reafirmado na Cúpula da Liga Árabe, em Damasco, em março passado, em que se sublinhou a importância da pronta instalação do Tribunal Especial para o Líbano.
       Síria e Israel encontram-se, formalmente, em estado de guerra. O ponto nodal das negociações de paz constitui-se na retirada israelense das Colinas de Golã, território sírio capturado durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, em troca do reconhecimento de Israel pelo Governo sírio. O impasse que marca as relações bilaterais envolve, também, a Questão Palestina. Destaque-se que alguns dos principais líderes palestinos estão abrigados em Damasco, cujo regime lhes presta apoio político.
       A Síria tem sofrido, nos últimos cinco anos, restrições políticas e econômicas impostas por Washington, de que o Syrian Accountability Act é expressão clara. Entretanto, os desdobramentos recentes da condução da política externa síria, principalmente desde a Cúpula da Liga Árabe, ocorrida em março passado, em Damasco, parecem inferir mais abertura em direção ao Ocidente.

Relações com o Brasil.

       Brasil e Síria mantêm laços históricos, ancorados na numerosa comunidade de origem síria estabelecida no Brasil, estimada em torno de dois milhões e meio de pessoas. As relações diplomáticas remontam a 1945 e nossa Legação em Damasco foi aberta em 1951.
       As relações com a Síria adquiriram especial importância durante o Governo do Presidente Lula, como reflexo da aproximação entre o Brasil e o mundo árabe, concretizada por iniciativas como a realização da Cúpula América do Sul-Países Árabes e a designação de um Embaixador Extraordinário para o Oriente Médio.
Entre as áreas de cooperação bilateral, a que tem apresentado resultados mais palpáveis é a educacional, como fruto da visita a
       Damasco, em março de 2006, do Ministro da Educação Fernando Haddad. Como resultado da viagem, foi implantado, em 2006, curso de português no Instituto de Línguas da Universidade de Damasco. Trata-se do primeiro curso de Português da Síria, e o primeiro curso a utilizar método próprio para alunos árabes.
       O Governo sírio prestou inestimável ajuda durante a operação de repatriação de brasileiros atingidos pelo conflito entre Israel e o Hezbollah, em 2006. O bom encaminhamento das relações bilaterais terá prosseguimento, este ano, com a visita do Presidente Bachar Al-Assad ao Brasil, prevista para o segundo semestre.

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