Fórum de Diálogo Índia-Brasil-África do Sul
IBAS

Estabelecido em junho de 2003, o IBAS é um mecanismo de coordenação entre três países emergentes, três democracias multiétnicas e multiculturais, que estão determinados a redefinir seu lugar na comunidade de nações, a unir voz em temas globais e a contribuir para a construção de uma nova arquitetura internacional. Nesse movimento, abre-se igualmente a projetos concretos de cooperação e parceria com países com menor grau de desenvolvimento.

O IBAS foi formalizado pela “Declaração de Brasília”, que apresenta, como principais fatores de aproximação entre Índia, Brasil e África do Sul, as credenciais democráticas, a condição de nações em desenvolvimento e a capacidade comum de atuação em escala global. O status de potências médias, a necessidade de corrigir desigualdades sociais internas e a existência de parques industriais consolidados são freqüentemente apontados como outros elementos que alimentam convergências entre os membros do Fórum.

Tendo encerrado seu primeiro ciclo de Cúpulas de Chefes de Estado e de Governo em 2008, nota-se que IBAS passou a ser o guarda-chuva de inúmeras iniciativas diplomáticas e em setores específicos da Administração Pública. Pode-se dizer que o Grupo tomou a forma de um instrumento de aproximação, em todos os níveis, entre Índia, Brasil e África do Sul, com vistas não apenas a aumentar a projeção dos três países no cenário mundial, mas também a estreitar os laços intra-grupo.

Os países do IBAS traduziram essa idéia de grupo em uma estrutura ampla e aberta. O IBAS não tem sede ou secretariado executivo fixo. No nível mais alto, estão as reuniões de Chefes de Estado e de Governo. No nível imediatamente abaixo, os encontros de Chanceleres, que presidem as Comissões Mistas. Seis Comistas foram realizadas até o presente – uma por ano, desde 2004.

Comunicados que consolidam posições comuns sobre temas globais têm sido emitidos tanto em Cúpulas e Comistas quanto em outras oportunidades de encontro entre Chanceleres, como em reuniões à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

O trabalho de acompanhamento e de coordenação das atividades do IBAS fica a cargo de altos funcionários das chancelarias, chamados de Pontos Focais. No caso do Brasil, o Ponto Focal é o Embaixador Roberto Jaguaribe, Subsecretário-Geral Político II.

Em síntese, o andamento das atividades pode ser dividido em quatro trilhos:

I. Coordenação Política;
II. Cooperação Setorial, por meio de 16 Grupos de Trabalho;
III. Fundo de Combate à Fome e à Pobreza;
IV. Iniciativas Gerais de Disseminação do Fórum para além da esfera do Executivo, por meio do envolvimento, por exemplo, de parlamentares, empresários, setores da sociedade civil e formadores de opinião.

  SÍTIO DA DIVISÃO DO IBAS